sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Olga Benário de- Por Marília Câmara
Constituição Dogmática Dei Verbum - Resumo
COSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM
SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA
DO CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II
Marília Cimalli Câmara
PROÊMIO
O documento, bem como o Concílio Vaticano II, no qual o mesmo foi elaborado, “quer propor a verdadeira doutrina da revelação divina e de sua transmissão, para que, ouvindo-a, todo mundo creia; acreditando, espere e esperando, ame.”
CAPÍTULO I: A revelação
Deus quis se revelar, tanto a si mesmo quanto o mistério de sua vontade, e os homens têm acesso ao Pai e através de Cristo, Verbo Encarnado, no Espírito Santo, se tornaram participantes de sua natureza.
A forma pela qual Deus se revela é o seu amor, que nos coloca na condição de amigos e através da sua conversa conosco nos convida a estarmos no seu convívio. Esse convívio é verificado no momento em que Deus se manifesta aos nossos primeiros pais. E mesmo depois de caírem, suscita-lhes a esperança prometendo-lhes a redenção. Vemos esse convívio também em Abraão, Moisés e nos profetas. Por fim, a plenitude desse convívio se deu em Cristo. Por essa razão não devemos esperar nenhuma nova revelação pública antes da vinda gloriosa do Senhor.
CAPÍTULO II: A transmissão da revelação divina
Deus estabeleceu que a revelação se mantivesse íntegra através dos tempos e essa disposição foi fielmente cumprida. Em primeiro lugar pelos apóstolos, que aprenderam diretamente do Senhor. Depois pelos homens apostólicos que, inspirados pelo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação. Uma das formas de transmissão da revelação divina foi a Tradição. Esta é formada pelos testemunhos, experiências e ensinamentos desde o tempo apostólico.
A Tradição e a Escritura se articulam perfeitamente e se comunicam entre si porque ambas têm a mesma origem divina e tendem ambas para o mesmo fim. A Escritura é Palavra de Deus, uma vez que, foi inspirada pelo Espírito Santo e a Tradição também é Palavra de Deus, já que foi entregue aos apóstolos e transmitida, aos seus sucessores, com toda a integridade. Assim sendo, devemos receber e venerar as duas igualmente. Tradição, Escritura e Magistério da Igreja, de acordo com a sabedoria divina, estão articulados e de tal forma associados que um não tem consistência sem o outro.
CAPÍTULO III: Inspiração divina e interpretação da Sagrada Escritura
Tudo o que Deus revelou é fruto da inspiração do Espírito Santo e nos deu a conhecer na sagrada Escritura. Para escrevê-la, Deus escolheu homens, afim de que agindo neles transmitissem por escrito o que Deus queria. Uma vez considerado Deus o autor da Sagrada Escritura e o Espírito Santo inspirador dos hagiógrafos, que emprestaram seus dons para que ela fosse escrita, podemos afirmar, que tudo aquilo que dizem os livros sagrados,ensinam fielmente a verdade que Deus quis nos transmitir.
Já que Deus nos falou por intermédio de homens, é preciso ser levado em conta os gêneros literários daquele autor para que, seja possível saber o que o autor queria dizer. É totalmente indispensável saber as circunstancias de tempo e de cultura nos quais escreve o hagiógrafo.
CAPÍTULO IV: O Antigo Testamento
Deus, em seu imenso amor, escolheu para si um povo, visando a preparação de todo o gênero humano para a salvação. Deus se revelou ao povo através da aliança feita com Abraão e por Moisés como povo de Israel. Utilizou-se de palavras e feito, a fim de que, todos experimentassem o real significado para os homens seguirem os caminhos divinos e fossem conhecendo-os melhor e os mostrasse a todos os povos.
Os livros do Antigo Testamento manifestam o conhecimento de Deus e dos homens e, como Deus é justo e misericordioso para com os homens, mesmo com o pecado que se encontrava no homem. Esses livros também demonstram a pedagogia divina, apesar dos aspectos imperfeitos que contêm.
CAPÍTULO V: O Novo Testamento
O Verbo de Deus está presente nos escritos neotestamentários (do Novo Testamento). Ele veio à terra quando se completou a plenitude dos tempos, cheio de graça e verdade. Instaurou o reino de Deus, manifestou a si mesmo e ao Pai, por atos e palavras e, realizou a sua obra através da sua Paixão, Morte e Ressurreição, Ascensão e envio do Espírito Santo.
Os quatros evangelhos e os outros escritos do Novo Testamento foram inspirados pelo Espírito Santo. Seja pela Tradição Oral, seja pela Escrita, transmitem os ensinamentos do Senhor.
CAPÍTULO VI: A Sagrada Escritura na vida da Igreja
A Escritura sempre foi honrada como o Corpo do Senhor, de maneira especial na Sagrada Liturgia, em cuja mesa não pode faltar, nem a Palavra, nem o corpo do Senhor para serem distribuídos. Em virtude da Sagrada Escritura nos comunicar a palavra do próprio Deus e nos fazer ouvir a voz do Espírito Santo, toda pregação da Igreja, bem como a religião cristã, devem ser alimentadas e orientadas pela Escritura.
A Igreja aceitou a versão grega dos Antigo testamento (Versão dos Setenta) e reconheceu outras traduções orientais e latinas para que todos os fiéis pudessem ter acesso à Sagrada Escritura: todos os cristãos podem usá-las a seu tempo.
A palavra da Sagrada Escritura santifica e alimenta a pregação pastoral, a catequese e a instrução cristã, na qual destacamos a homilia. Todos os clérigos devem conviver com as Escrituras, sendo assíduos na leitura para que não se tornem meros pregadores. “A Palavra de Deus, em particular na liturgia, é precisamente o manancial de tudo o que precisa ser comunicado ao povo.” (DV)
CONCLUSÃO
“Assim como a Igreja cresce pela freqüência ao mistério eucarístico, recebe igualmente um novo impulso espiritual da crescente veneração à palavra de Deus que “permanece para sempre” (Is 40,8; 1Pd 1, 23ss)”
POR MARÍLIA CÂMARA.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Voltei! ;D
De Repente eu me vi assim, com uma vida tão corrida e sem tempo pra mim e para o blog.Coisas ruins não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA. Uma vida fácil nada nos ensina. No fim, é o que aprendemos o que importa: o que aprendemos e como nos desenvolvemos. Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas. Quando nossas escolhas são feitas passivamente, quando não somos nós mesmos que traçamos nossas vidas, nos sentimos frustrados.
Uma pequena mudança hoje pode acarretar-nos um amanhã profundamente diferente. São grandes as recompensas para aqueles que têm a coragem de mudar, mas essas recompensas acham-se ocultas pelo tempo. Geramos nossos próprios meios. Obtemos exatamente aquilo pelo que lutamos. Somos responsáveis pela vida que nó próprios criamos. Quem terá a culpa, a quem cabe o louvor, senão a nós mesmos? Quem pode mudar nossas vidas, a qualquer tempo, senão nós mesmos?
Deus sabe que isto é verdade. (Richard Bach)
